ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MOSENHOR COSTABILE
HIPÓLITO
Nome: _____________________________________________Turma:
170 - DATA:
03/07/82020
Professora: Crispina Vargas
LÍNGUA PORTUGUESA
PRODUÇÃO DE TEXTO
NARRATIVO - Conto ( Faça no seu caderno ou digite )
Observe a Tira e
veja o que o SNOOPY está tentando fazer...

Você já leu os textos narrativos “NÃO SE META” e “ O REI E O MONGE”. São narrativas de fatos
que podem ocorrer na vida real. Então use a sua imaginação e desenvolva um
conto cujo tema seja o mesmo que ele pensou, iniciando com “ Era uma noite
escura e tempestuosa”. Observe os elementos da narração estudados nas
aulas anteriores.
- Desenvolva seus
fatos obedecendo a sequência início, desenvolvimento e fim;
- No início,
apresente os personagens, o lugar, o momento e as ações iniciais;
- No desenvolvimento,
desenvolva os fatos, descrevendo lugares, pessoas, e explique as ações dos
personagens;
- No final,
esclareça os fatos apresentados no
desenvolvimento de forma coerente.
Veja um conto
desenvolvido por uma aluna a partir da sugestão da Tira:
Fome tenebrosa
Era uma
noite escura e tempestuosa. Eu estava no meu quarto. De madrugada. Com insônia.
De novo. Bateu uma fome enorme no meio da noite. O relógio despertador marcava
3:37. E eu com medo de descer as escadas até a cozinha. Medo de assombração.
Estava no meio da
escada, rezando para dar tudo certo, quando uma coisa esverdeada se mexeu na
escuridão acima de mim. O suor escorria pelo meu corpo, um grito entalado na
garganta, estava apavorada demais para fazer minhas pernas se mexerem. Apenas o
coração batia acelerado.
Quando consegui mexer
as minhas pernas, desci as escadas mais do que depressa. Senti que o monstro
estava vindo atrás de mim. Estava a cinco metros da cozinha quando a luz da
luminária perto de mim se apagou: com a tempestade a luz acabara. Como já conhecia minha casa, logo achei
fósforos e uma vela e os acendi. Quando meus olhos se acostumaram com a
escuridão vi o monstro me encarando do escritório. Vi também que vestia um robe
e uma pantufa conhecidos, mas não consegui me lembrar onde os havia visto.
Elaborei, então, o
plano mais simples da história dos planos simples: pegaria uma bolacha qualquer
na dispensa, apagaria a vela e voltaria para o quarto. Quando eu estava
fechando a porta do armário, a luz da cozinha se acendeu. O monstro havia
acendido. Foi quando eu consegui reparar bem nele. Era minha mãe, de robe,
pantufas, máscara de relaxamento, pepino nos olhos e touca de cabelo. Também
tinha batido nela aquela fome na madrugada.
Alice Mendes
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